Prós E Contras De Ser Um Atleta Jovem

Prós E Contras De Ser Um Atleta Jovem

Faça sol ou faça chuva. Não importa. A rotina de um jovem atleta se mantém árdua, mesmo em condições adversas. Treinos no limite – tanto físico quanto psicológico -, priorizando muito a parte física, além de um elevado grau de responsabilidade, estão entre os componentes de uma formação esportiva que nos leva a seguinte questão: nossos jovens talentos estão sendo lapidados da maneira correta?

O que pouco vem sendo levado em conta, quando deveria ser questão primordial, são os prejuízos que isso pode acarretar inclusive na vida pessoal do atleta. Jovens que hoje são exigidos além do que o seu corpo pode responder tendem a apresentar inúmeros problemas físicos. Em relação à parte psicológica, a pressão exagerada por bons resultados cria um sentimento de obrigação no atleta, tirando dele o prazer em praticar determinado esporte. E vale lembrar que muitas vezes essa pressão vem de casa, por parte da família dos atletas, obcecados por verem seus filhos no topo.

Para o consultor esportivo Felipe Boss, que trabalha na programação de treinos, é necessário que se repense algumas questões: “Os treinamentos para atletas de alta performance têm que ser realizados com mais cuidado, pois levam a musculatura e o organismo à exaustão total. E isso pode gerar tanto lesões mais leves como mais graves”, afirma. E ainda alerta para uma triste conseqüência: “Isso sem contar o lado psicológico. Muitos são os casos no mundo que atletas ainda na sua juventude abandonam o esporte por conta da pressão de seus técnicos, federações e etc. É preciso haver um meio-termo”, comenta Boss.

O jogador de futebol Wilson Matías, ex-volante do Internacional, vê a questão sob outra ótica: “Lá fora, a maioria dos treinadores usa só um período para treinar. No Brasil isso era impossível, pois é muita parte física, desde cedo. Isso prejudica.”, admite. Matías, que jogou 5 anos no México, vê muitas diferenças nos métodos de preparação entre os países, o que caracteriza uma questão cultural. Ainda em cima da questão psicológica, o jogador comenta: “Nas categorias de base, às vezes o jogador tem que jogar com dor mesmo, senão vem outro e toma o teu lugar. Aí o cara pensa que é melhor se sacrificar”.

Jogador do Internacional já passou por diversos tipos de treinamento.

Em uma breve reflexão, Boss acha que essa situação não deverá ser revista tão cedo: “A tendência é a cada dia ficar ainda mais forte e mais intenso o treinamento, tendo em vista a evolução tecnológica e o desenvolvimento corporal dos atletas, onde apenas o talento não é mais suficiente para vencer, coisa que até pouco tempo atrás era”, observa. E ainda há quem diga que esporte é apenas lazer.

Por Eduardo Schiefelbein, Repórter Especial.

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